5 filmes cult sobre violência para ver em 2017!

Violência e alienação social, confira 5 produções aclamadas sobre estes temas

Os filmes cult que falam sobre violência geralmente são bem enfáticos e retratam com certa frieza algumas realidades sociais. Muitas vezes não foram entendidos ou aforam acusados de estarem endossando e promovendo a agressividade. Mas sabemos que é justamente o contrário, eles buscam denunciar controvérsias sociais presentes no nosso cotidiano. E foi pensando nisso que resolvi selecionar para vocês 5 filmes  sobre violência que valem muito a pena assistir ou re-assistir e são eles:

Drive (2012)

Violência

Diretor: Nicolas Winding Refn

Este é um filme Neo Noir que eu pessoalmente ainda irei ver bastante. Foi ele que me fez conhecer Refn ( “Apenas Deus Perdoa“, 2013 )e viciar em suas produções. A história é sobre um dublê (Ryan Gosling) e motorista automobilístico de Hollywood. Mas é a noite que ele realmente arrisca sua vida no mundo do crime em fugas de bandidos. Ao se aproximar de Irene (Carey Mulligan) uma garçonete casada, as coisas começam a mudar. E a vida dela e de seu filho correm risco ao se envolverem com o dublê.

Drive não é só mais um filme sobre a violência e a máfia, é uma verdadeira obra prima que usa diversos elementos sutis e mensagens subliminares através de várias cenas. A iluminação e trilha sonora é uma obra de arte á parte, vale muito a pena conferir. Cuidado este filme vicia!

Pulp Fiction: Tempos de Violência (1994)

Violência

 Diretor: Quentin Tarantino

Pulp Fiction é um dos filmes que marcou os anos 90 e até hoje destaca sua relevância no mundo cinematográfico. Tarantino sempre nos brinda com formas inusitadas de contar histórias e este não foi diferente.   O filme se divide em três tramas paralelas que vão se entrelaçar de maneira surpreendente. Cada um dos pontos de vista revelam a perspectiva moral e a  forma de interagir com o mundo das personagens.

O longa se passa na Los Angeles do anos 90 e já somos apresentados a uma dupla de assaltantes que estão repensando suas vidas em um dialogo que abre o filme. Na mesma cidade de Los Angeles também somos apresentados a famosa dupla de assassinos profissionais Vincent Vega (John Travolta) e Julles Winnifiled (Samuel L. Jackon)  trabalham para o poderoso gangster Marsellus Wallace (Ving Rhymes) e sua esposa  (Uma Thurman). Além da participação de  Bruce Willis no papel do puliglista e ex estrela de Hollywood, Butch Coolidge.

Todas essas figuras possuem histórias de tirar o fôlego e de uma maneira que só Pulp Fiction soube colocar perfeitamente em situações extremas. Ao meu ver este é mais um filme que traz duros questionamentos ao “American Dream“, se não viu ainda não perca mais tempo.

Senhores do Crime (2007)

Violência

Diretor: David Cronenberg

David Cronenberg também está na minha lista dos meus diretores prediletos. Acho que sua forma de dirigir me prende tanto por tomadas inteligentes, tanto pela escolha de edição das cenas e a enfase no estilo verossímil de sua câmera. Ele não nos poupa de nada e foi por esse viés que escolhi “Senhores do Crime” que vai tratar de  temas polêmicos como a imigração e a máfia russa na Europa.

O enredo  nos apresenta Anna Khitrova (Naomi Watts) uma enfermeira que acabou se deparando com um caso de um prostituta imigrante, que morreu ao dar á luz e deixou uma criança órfã. Na busca por respostas a enfermeira irá chegar até um restaurante russo em Londres e vai acabar cruzando o caminho do perigoso Nikolai Luzhin (Viggo Mortensen), daí em diante diversas reviravoltas darão conta do filme.

Quem conhece Cronenberg sabe que ele não  lida muito com delicadeza em seus filmes, principalmente em cenas de sexo e agressividade. Os diálogos também estão implacáveis e destacam o posicionamento de alguns personagens sobre a questão da imigração. O filme guarda muitas surpresas apesar de um final um pouco previsível. Mas a mensagem que ele passa é forte e emocionante. Com certeza algumas verdades que poucos teriam coragem de dizer, este longa procurou abordar. Não deixe de ver.

 Clube da Luta (1999)

Violência

Diretor: David Fisher

Se você já viu este filme e não entendeu muito bem, ou quer compartilhar seu ponto de vista, vale a pena ler a crítica que escrevi dele aqui no blog clicando aqui. Clube da Luta procurou inovar e trazer a violência do ponto de vista psicológico de seus personagens. Tal empreitada de Fischer deu muito certo e nos coloca na vida de um funcionário que sofre de insônia (Edward Norton), conhecido apenas como “Narrador”. Além de começar a fazer questionamentos existenciais sobre a sua vida e sua relação com o consumo, buscará conforto em grupos de ajuda para doentes terminais fingindo também possuir a doença.

O Narrador então descobre que Marla (Helena Bonham Carter) faz a mesma coisa que ele e diante de suas mazelas surge o personagem de Brad Pitt, Tyler Durden,  um vendedor de sabonetes e cultuador da violência. Ele e o “Narrador” irão criar o “Clube da Luta”, onde a agressão física se torna uma forma de terapia social.

Com este filme, Fischer se consolidou no “cinema underground” mas não escapou das criticas e polêmicas na época, sendo este longa um dos mais comentados de 1999. Nem preciso dizer que esta obra é imprescindível na sua coleção.

Laranja Mecânica (1971)

Violência

Diretor: Stanley Kubrick

Não é possível falar de violência sem falar de “Laranja Mecânica” um filme que marcou geração e influência épocas. Hoje, Kubrick é bastante cultuado pelo legado que ele deixou, e este filme é a prova ainda viva disso. O longa metragem foi uma adaptação da obra de Anthony Burgess de 1962.

Em uma Grã-Bretanha futurista somos apresentados ao sociopata Alex (Malcolm McDowell) fã da Nona Sinfonia de Beethoven, possui uma visão distorcida das pessoas a sua volta, cultua o estupro  e lidera sua trupe de jovens violentos (Peter, Georgie e Dim). Com as práticas cada vez mais violentas na sociedade, o governo decide prender e “concertar” o comportamento de Alex. Kubrick consegue de maneira magistral retratar uma sociedade futurista e alienada a conceitos coercitivos, além de nos apresentar personagens estilizados e cenários minimalistas.

Alex é colocado em um programa de reabilitação psiquiátrico em um condicionamento psicológico questionável. O sofrimento do protagonista e seu vicio em matar só explora  questões do instinto humano em contraposição do comportamento social. Há muito de se falar de “Laranja Mecânica” ainda hoje em 2017. Em breve farei uma crítica aprofundada dos conceitos usados como alguns do impressionismo, minimalismo e até mesmo do surrealismo.

Se você gostou dos filmes e quer comentar mais alguns filmes sobre violência que estão faltando aqui, comente e compartilhe!